quarta-feira, 22 de abril de 2009

Grandes Aeroportos ou Elefantes Brancos?

A Boeing, depois de ter efectuado estudos exaustivos de mercado, após o 11 de Setembro, irá lançar, nos próximos anos, o novo avião, de baixo consumo de combustível, o 787 Dreamliner (200 a 300 lugares) para voos de longo curso, apostando na opção de voos ponto a ponto (o mesmo procedimento das Low Cost num raio até 2300Km), em vez de utilizar os aeroportos Hub. É uma estratégia diferente da Airbus, relativamente ao A380, que foi projectado antes do 11 de Setembro de 2001. Após esta data, as apertadas medidas de segurança levam o mercado a privilegiar as ligações ponto a ponto, em detrimento dos aeroportos Hub, o que poderá colocar em causa a estratégia que propõe a construção dos grandes aeroportos, o que será o caso de Alcochete.

Veja esta apresentação da Boeing com data de Novembro de 2006

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3 Comentários:

Blogger mario carvalho disse...

Tua: "Verdes" acusam Governo de "violar as próprias exigências se aprovar barragem sem linha (C/ ÁUDIO)

Número de Documento: 9583485

Braganca, Portugal 22/04/2009 17:04 (LUSA)
Temas: obras públicas, Transportes, transporte ferroviário, Política, Partidos e movimentos

*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***
Bragança, 22 Abr (Lusa) - O partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) denunciou hoje a existência de um documento, com quase três anos, que alegadamente obriga a EDP a construir uma alternativa ferroviária à linha do Tua, caso seja construída a barragem de Foz Tua.
O PEV avança mesmo que "o ministro do Ambiente estará a violar as suas próprias exigências no caderno de encargos do concurso público da barragem, se aprovar a hidroeléctrica e não obrigar a EDP a construir uma alternativa ferroviária".
O partido acusa ainda a REFER de, "durante muito tempo, dizer que não tinha conhecimento oficial da barragem, quando afinal emitiu um parecer sobre o assunto".
Em Agosto de 2008, depois do último acidente na linha do Tua, a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paulo Vitorino garantiu que a EDP tinha de apresentar uma alternativa ferroviária.
Em Março, aquando do encerramento das linhas do Corgo e Tâmega, e já com o prazo para a emissão da Declaração de Impacte Ambiental (DIA) a decorrer, fez saber que afinal do futuro da linha depende da decisão sobre a barragem.
A mesma posição foi assumida pela REFER, a proprietária da Rede Ferroviária Nacional, na mesma ocasião.
A dirigente nacional do PEV, Manuela Cunha, deu hoje uma conferência de imprensa em Bragança, "para que o país saiba o que o ministro do Ambiente sabia no momento da decisão", sobre a barragem que deverá ser tomada nos próximos dias, de acordo com os prazos legais.
A responsável sublinha que "Os Verdes" são contra a construção da barragem "pelos muitos impactos negativos sócio económicos, ambientais e patrimoniais que constam do próprio estudo de impacto ambiental".
"A opção do Verdes é sem barragem e mantendo tudo como está. Mas se a autorização de construir a barragem for dada tem que ser com linha ferroviária. O Governo tem de fazer cumprir aquilo que o próprio fixou, caso contrário está a violar as suas próprias exigências", declarou.
Manuela Cunha mostrou à comunicação social um documento datado de 27 de Agosto de 2006 alegadamente da autoria da REFER, em que a empresa se pronuncia sobre a barragem.
"Em 2006, foi dito pela REFER à EDP que se quisesse construir uma barragem no vale do Tua e se essa viesse a submergir a linha férrea tinham que pegar na linha e fazê-la seguir por outro caminho, mas dar-lhe continuidade", disse.
"Observando-se este cenário (de submersão da linha do Tua) recai na responsabilidade do promotor desta obra o desvio da linha de caminho-de-ferro para outro espaço de canal ferroviário albergando todos os custos daí inerentes", continuou, lendo o parecer da REFER.
Este parecer faz, segundo Manuel Costa, parte do Estudo de Impacte Ambiental (EIA), e "como ‘Os Verdes’ se deram ao trabalho de estudar todos os anexos encontraram um documento que ainda ninguém tinha referido, nem a própria REFER ".
"Durante muito tempo, quando reuníamos com a administração da REFER, dizia-nos que não tinha conhecimento oficial da barragem. Então o que é isto que aqui está? Afinal havia conhecimento oficial e até tinha imposto condições", referiu.
Para "OS Vedes", a EDP não pode dizer que desconhecia as condições, nem o concurso público aceita a proposta alternativa da EDP de transbordo de autocarro da estação do Tua até à última estação não submersa.
"Se o Governo aceitar a proposta da EDP está a violar as suas próprias exigências no quadro do concurso público. Por isso o ministro (do Ambiente) não pode omitir estas questões quando der o seu aval", frisou.
O PEV considera que o Estado "está de mãos livres para anular o concurso de concessão da barragem sem ter de pagar um único tostão de indemnização à EDP, porque assim está também determinado".
"Se o ministro for de facto um ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e alguém que faz cumprir a lei e os compromissos, então só pode dar um aval negativo à construção da barragem do Tua", considerou.
HFI.
Lusa/fim

22 de abril de 2009 às 19:07  
Blogger hfrsantos disse...

Estudo é de 2006, antes da crise economica e da crise energetica.

Boeing esquece que o petroleo é um recurso escasso e que a taxa de crescimento da economia glogal ( e da industria da aviaçao) é insustentavel.

Estamos a queimar e destruir recursos naturais.

Precisamos de desenvolvimento sustentavel!

Precisamos de ligaçoes ferroviarias economicas e fiaveis entre as principais cidades portuguesas.

Precisamos de unir por aviao Faro, Lisboa e Porto (Madeira e Açores atraves de Lisboa, POrto e Faro) com os principais Hubs europeus e daqui os passageiros apanharao o comboio ate a cidade de destino (ja daqui a uns poucos anos).

Crescimento atual basado na destruiçao do planeta é insustentavel e vai abrandar.

A crise esta ai ate percebermos que nao podemos continuar a destruir e a gastar os recursos naturais.

Utilizar Energia eletrica produzida em Portugal permite-nos reduzir a nossa dependencia energetica. Atualmente somos dependentes energeticamente quase na totalidade dos paises produtores de petroleo.

Se houver uma crise mundial e o petroleo subir ate aos 300 dolares por barril so as economias menos dependentes do petroleo vao sobreviver e Portugal é completamente dependente do Petroleo para tudo, para atrair os turistas de aviao, para exportar e importar os seus produtos.

Temos que mudar a forma como pensamos: Aquecer a casa com lenha produzida em Portugal ou com energia eletrica produzida em Portugal.
Comer e comprar produtos feitos localmente para sustentar a economia e os empregos locais e diminuir gastos com trasnportes.

Deslocarmo-nos mais de comboio eletrico mas economico e sustentavel, nao TGVs que transportam poucas pessoas e consomem muita energia a nao ser para Madrid onde distancia compensa.
Reduzir a dependencia do carro.


Comboio ideal para a linha do Norte é o IC2000 utilizado pela CFF, SBB para unir as principais cidades suiças transportando mais de 1000 passageiros sentados a 200km/h.

Precisamos rever toda a economia.

Com a recessao mundial devido a uma futura crise energetica, as companhias aereas vao praticamente desaparecer, restando somente as empresas indespensaveis e dos paises mais ricos.

O mundo esta a mudar e quem perceber isso primeiro e tomar medidas para ser menos dependente do exterior em todos os campos melhor.

Portugal esta muito muito mal preparado porque depende em tudo do exterior ate para o que comemos.

22 de abril de 2009 às 23:30  
Blogger Rui Rocha disse...

Na minha opinião os hubs continuam sempre a justificar-se porque permitem às companhias aéreas reduzir custos.

No entanto, para que um aeroporto hub funcione é necessário que uma companhia aérea esteja lá sedeada e não me parece que a TAP se aguente até à data da inauguração do aeroporto.

26 de maio de 2009 às 23:44  

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